quinta-feira, 30 de abril de 2015

Direito do Trabalho - participação nos lucros ou invento



Questãozinha de Direito do Trabalho, retirada do exame de ordem aplicado esse ano:
FGV/OAB/XVI Exame de Ordem/2015
Determinado empregado foi contratado para criar e desenvolver programas de software, criando novas soluções para as demandas dos clientes do seu empregador. Em sua atividade normal, esse empregado inventou um programa original, muito útil e prático, para que os empresários controlassem à distância seus estoques, o que possibilitou um aumento nas vendas. Diante da situação retratada, assinale a afirmativa correta.
a) O empregado terá direito, conforme a Lei, a uma participação sobre o lucro obtido nessas vendas.
b) A Lei é omissa a esse respeito, de modo que, caso não haja consenso entre as partes, será necessário o ajuizamento de ação trabalhista para resolver o impasse.
c) Todo o lucro obtido pelo invento será do empregado.
d) O empregado terá direito apenas ao seu salário normal, exceto se o seu contrato de trabalho tiver previsão de participação no lucro do seu invento.
Qual a resposta certa?
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Letra D.
Moçada, no Direito do Trabalho toda a produção realizada pelo empregado pertence à empresa, e não a ele próprio. Seria dele se o trabalhador fosse autônomo (quem trabalha por conta própria), mas, sendo empregado, ele só teria qualquer direito (comissão, participação nos lucros, ou o que for) se seu contrato de trabalho previsse isso.
- Ah, professor, mas a CF não prevê, como direito fundamental social, a participação nos lucros?
Prevê, de fato. Mas quando o art. 7º, XI, trata disso, ele remete à lei:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...)
XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;
Trata-se de norma de eficácia limitada, dependente de regulamentação. E, até hoje, a lei nunca foi editada. Logo, por enquanto, só existe participação nos lucros, no âmbito de qualquer empresa, se o contrato do respectivo empregado a previr.
Bons estudos!!!
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Direito Constitucional - Cargos privativos



Olá, moçada, desculpem-me a demora em postar, pois, assim como vocês, também estudo (para juiz do trabalho) e esses dias os estudos não me deram descanso.
Vamos dar uma olhadinha nesta questão?
CS-UFG/AL-GO/Procurador/2015
Conforme a Constituição Federal, é privativo de brasileiro nato o cargo de
a) Deputado Federal.
b) Ministro do Superior Tribunal de Justiça.
c) Ministro de Estado.
d) Diplomata
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Questão fácil pra quem conhece a lei seca. Pra quem não conhece, era escolher uma e chutar!
Resposta: Letra D.
Não esqueça do art. 12, §3º, da CF, que trata dos cargos privativos de brasileiro nato.
Cai demais em prova!!!
Bons estudos!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Direito Administrativo e Constitucional - Estabilidade e Efetividade

Vamos resolver essa questão:
EJEF/TJ-MG/Juiz de Direito Substituto/2009
É possível afirmar que o regime jurídico dos servidores públicos não admite:
a) efetividade com estabilidade.
b) efetividade sem estabilidade. 
c) estabilidade sem efetividade.
d) as três hipóteses são admitidas.
Qual a resposta correta?
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Todas as alternativas estão corretas.
Essa questão a EJEF já havia aplicado numa prova de Procurador do Trabalho, em 2002. É tão boa que resolveu cobrar novamente, sete anos depois. De fato, é a questão mais linda que eu já vi, sobre essa matéria.
Não se esqueçam da estabilidade excepcional, prevista no art. 19 do ADCT. Lá nós encontramos estabilidade sem efetividade.
Resposta: Letra D. 
Forte abraço e bons estudos a todos!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Direito Civil - Responsabilidade Extracontratual



Questão difícil de Direito Civil, embora aplicada para analista.
CETAP/Min. Público de Contas dos Municípios/Analista/2015
Um navio da empresa X deixou vazar substância química em águas onde a pesca era regularmente autorizada. Em decorrência da poluição das águas provocadas pelo vazamento, a pesca na região foi proibida pelos órgãos municipais e ambientais por um mês. Por conta disso, João, pescador profissional, ficou privado de exercer suas atividades nesse período. Neste caso, de acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, João tem direito a ser indenizado pela empresa X:
a) apenas pelos danos emergentes. O termo inicial dos juros moratórios é a data da citação da empresa.
b) apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros moratórios é a data do evento danoso.
c) apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros moratórios é a data da citação da empresa
d) pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios é a data da citação da empresa.
e) pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios é a data do evento danoso.
Qual a resposta correta?
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A questão pediu jurisprudência pesada acerca da responsabilidade aquiliana.
A resposta ao primeiro questionamento está no Resp. 1.114.398/PR, que tinha como Relator o Min. Sidnei Beneti e foi julgado em 2012. Em casos como este, de desastre ambiental que venha a impedir pescadores de trabalhar, há sempre dano moral (presumido). O dano material, obviamente, é patente.
A resposta ao segundo questionamento é jurisprudência já consagrada pelo STJ. Em casos de responsabilidade aquiliana, os juros são devidos desde a data do evento (Sum. 54/STJ). Na verdade, isto está na própria lei:
CC/2002, art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou.
Não foi pedido, mas a correção monetária também incide sobre a data do evento danoso, mas apenas para os danos materiais (Sum. 43/STJ). Para os danos morais, a correção incide desde a data do seu arbitramento (Sum. 462/STJ).
Resposta: Letra E.
Bons estudos!!!
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Direito do Trabalho - Adicional de Periculosidade



Questão de Direito do Trabalho. Hoje, vamos estudar o adicional de periculosidade :
FGV/OAB/XVI Exame de Ordem/2015
Hugo, José e Luiz são colegas de trabalho na mesma empresa. Hugo trabalha diretamente com o transporte de material inflamável, de modo permanente, nas dependências da empresa. José faz a rendição de Hugo durante o intervalo para alimentação e, no restante do tempo, exerce a função de teleoperador. Luiz também exerce a função de teleoperador. Acontece que, no intervalo para a alimentação, Luiz pega carona com José no transporte de inflamáveis, cujo trajeto dura cerca de dois minutos. Diante dessa situação, assinale a afirmativa correta.
a)      Como Hugo, José e Luiz têm contato com inflamáveis, os três têm direito ao adicional de periculosidade.
b)     Apenas Hugo, que lida diretamente com os inflamáveis em toda a jornada, tem direito ao adicional de periculosidade.
c)      Hugo faz jus ao adicional de periculosidade integral; José, ao proporcional ao tempo de exposição ao inflamável; e Luiz não tem direito ao adicional.
d)     Hugo e José têm igual direito ao adicional de periculosidade. Luiz não faz jus ao direito respectivo.
Qual a resposta correta?
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A resposta está na Súmula nº 364/TST:
Sum. 364/TST - ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. EXPOSIÇÃO EVENTUAL, PERMANENTE E INTERMITENTE. Tem direito ao adicional de periculosidade o empregado exposto permanentemente ou que, de forma intermitente, sujeita-se a condições de risco. Indevido, apenas, quando o contato dá-se de forma eventual, assim considerado o fortuito, ou o que, sendo habitual, dá-se por tempo extremamente reduzido.
A resposta está na Letra D.
E porque a Letra C está errada?
Porque não existe adicional de insalubridade proporcional. O adicional incide sobre o valor do salário básico, e não sobre o valor da hora. Essa é outra súmula do TST:
SUM-191. ADICIONAL. PERICULOSIDADE. INCIDÊNCIA. O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. Em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial.
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